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mais coisinhas pra vocês!
Posted on agosto 1st, 2008 at 6:56 pm por izabella and

 

 

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ESTOU DE VOLTA!!
Posted on agosto 1st, 2008 at 6:03 pm por izabella and tagged

OLÁ PESSOAL ESTOU DE VOLTA! TAVA AFASTADA, A PRESSÃO DE RECUPERAÇÕES DA FACUL, ESTAVA SEM TEMPO POR CAUSA DO MEU ANTIGO EMPREGO MAIS AGORA TENHO TEMPO E VOU ESTAR POSTANDO SEMPRE COISINHAS LEGAIS! AGUARDO COMENTÁRIOS BEIJOS PARA TODOS VOCÊS!!!


Posted on agosto 1st, 2008 at 5:52 pm por izabella and tagged

 

http://www.paysms.com.br/cadastro.php?p=60877

COMO CONTROLAR SUAS EMOÇÕES!
Posted on junho 12th, 2008 at 12:52 pm por izabella and tagged

por Margot Cardoso

A raiva, o medo e a inveja são alguns dos sentimentos que nos ajudam a viver e a sobreviver. Fundamentais em doses moderadas, podem botar tudo a perder quando tomam conta de nós. Solução? Aprenda a dominar as suas emoções!

Os sentimentos são uma espécie de leme que estabelece, direciona e corrige a rota da vida humana. Mais do que isto, sem eles, provavelmente morreríamos muito cedo, não existiria o conceito de propriedade privada, não haveria democracia, não haveria laços como os do casamento… A lista é imensa. Talvez por esta razão, os sentimentos não tiveram alterações ao longo de milhões de anos de evolução da humanidade.

“As emoções servem para que nos adaptemos ao meio em que vivemos, permitindo que possamos nos proteger, expressar o que nos foi agradável ou desagradável e perceber quando ultrapassamos limites”, explica a psicóloga clínica Inês Cavalieri, que atua em aconselhamento e diagnóstico psicológico.

O amor é um sentimento, a saudade é outro. Mas, o nosso objetivo aqui é abordar aqueles sentimentos materializados pela ação ou que a sua manifestação em exagero pode prejudicar o individuo e as pessoas que o cercam. São as emoções perigosas como a raiva, o medo, que em excesso podem trazer danos irreparáveis. Excessos? Ações? “As emoções são sentimentos que podem levar a uma ação. Um sentimento de cólera pode levar a um ataque, um sentimento de tristeza provoca o choro”, esclarece Inês Cavalieri.

Perigo do descontrole

Os sentimentos são fundamentais para a vida, porém, a falta de controle dos sentimentos é tão grave quanto a inexistência deles. Os sentimentos precisam estar equilibrados, caso contrário, o descontrole faz com que você perca o domínio sobre si mesmo, destrói relações de amizade e inviabiliza o convívio em sociedade. E mais: o descontrole constante é responsável por doenças físicas e psicológicas. Alarmante, não? A saída é: vigie e dome os seus sentimentos, antes que eles consigam dominar você.

Lembre-se: não se trata de bloquear esses sentimentos. Na dose certa, eles são fundamentais. Uma pessoa sem agressividade nenhuma não terá força para lutar pelas suas conquistas, se não for ciumenta, não conseguirá cuidar do que é seu. Eles precisam existir, mas em equilíbrio, na dose certa. Eles devem ser externados na hora e na dose certa. Controlados eles só podem fazer bem a sua vida, pois foi para isto que eles foram feitos. “O medo ou a ansiedade, por exemplo, em pequenas doses, pode ajudar você a não se arriscar demais num negócio ou fazer com que você planeje e se prepare para enfrentar melhor uma situação difícil. As emoções também podem funcionar como molas propulsoras para enfrentar desafios”, completa a Ph.D. em psicologia Ana Maria Rossi, especialista em biofeedback e presidente da Isma-Br (International Stress Management Association, associação internacional que estuda o estresse e suas formas de prevenção).

E por falar em estresse, um alerta importante: o descontrole das emoções pode causar e agravar doenças. Pessoas irritáveis tendem a ter mais enxaquecas; o medo descendo a ladeira é péssimo para o coração etc. Isto porque o descontrole maltrata o descontrolado, as vítimas e, finalmente, faz muito mal para o corpo do descontrolado.

Porém, para domá-las é preciso saber a sua função, reconhecê-las, saber a causa e a melhor forma para retomar o equilíbrio. Mas como? A fórmula para colocar as suas emoções nos eixos não existe. É muito complexa, depende da sua força interior, do seu histórico de vivências, das suas crenças e, em muitos casos, requer a ajuda de um especialista. O que existe são alguns caminhos que podem ajudar você a construir o seu próprio autocontrole. Vamos a eles.

RAIVA

O que é? Primeiro: a mais destrutiva das emoções. Uma sensação de revolta que faz com que você tenha vontade de gritar, ou esbofetear o rosto de alguém. Geralmente ocasionado quando algo que você considera correto e justo lhe é negado, burlado ou negligenciado. Pode ir desde uma vaga no estacionamento até um processo perdido (por negligência do seu confiável advogado).

A raiva surge diante de situações de frustração que despertam a agressividade. Temos raiva quando algo nos desagrada e, por isso, sentimos aquela vontade, geralmente controlada, de “voar no pescoço de alguém”, diz Inês Cavalieri.

Que aparência tem? Lábios cerrados, sobrancelhas arqueadas, respiração acelerada, pupilas dilatadas, taquicardia, músculos contraídos. Em casos mais graves de descontrole: faces intensamente vermelhas (caminhando para o roxo beliscão), olhos arregalados e ameaçadores.

Importância para a sobrevivência - Ferramenta que serve para você defender o seu território, seu ponto de vista, sua vida, além de ajudá-lo a reforçar e manter os seus limites pessoais, profissionais, sociais. “Uma dose de agressividade serve para que você possa enfrentar as dificuldades, defender seus interesses e satisfazer suas necessidades. Sem ela você se tornaria apático”, lembra a psicóloga.

Quando passa da medida - Você já ouviu as expressões “pavio curto” ou “ferver em pouca água”? O termômetro de que a sua raiva passou da medida é quando você entra em estado de ira profunda por um motivo que merecia um simples aborrecimento, isto é, suas explosões são inadequadas. Por exemplo: basta que um amigo se atrase dez minutos, e você já está pronto para explodir. Um incidente no trânsito, você não pode esfolar o infrator (ou devolver a malcriação), é razão de sobra para estragar o seu dia. No trabalho, esqueceram de entregar imediatamente uma encomenda esperada (e que ninguém sabia da urgência) e pronto: você reivindicou aos berros a cabeça do negligente, amaldiçoado e incompetente responsável. Enfim… por tudo e por nada você quase sufoca de tanta raiva.

Mas, cuidado. A raiva velada também é ruim. É como se fosse o mesmo veneno, porém, em doses pequenas. Se é velada, como saber? Este tipo de ira geralmente se autodenuncia através do senso de humor. Não na falta de humor, como é óbvio, mas no tipo de humor. Sob a raiva, muitas pessoas ficam sarcásticas, ácidas, irônicas. De acordo com especialistas 90% do que se passa por humor é, na verdade, uma raiva contida e persistente. Neste caso - e aqui uma questão de estilo do raivoso - a raiva é disfarçada por comentários supostamente humorados, alfinetadas esporádicas, opiniões impiedosas.

Como retomar o controle - Com a civilização, os ensinamentos religiosos e as regras sociais, muitos aprenderam a “engolir” a raiva. Uma atitude nada recomendada. Por quê? As especialistas afirmam que esta medida cria pontos sensíveis que quando são tocados transformam-se em vulcões de ira. Você já presenciou explosões de iras inadequadas e ouviu do raivoso a justificativa “desculpe, mais isto foi a gota d”água”. É isto. Disfarçar ou engolir a raiva é pior. Quando ela se manifestar (e ela algum dia se manifesta), virá com força dobrada, com todo o radicalismo dos não atendidos.

E não subestime a raiva. “A raiva é a mais devastadora de todas as emoções. É intensa, é como se fosse a base de um vulcão, algo em ebulição que consome muita energia. Raiva em excesso gera processos depressivos e autodestrutivos. Não só para o próprio raivoso, mas também para quem convive com ele. Pessoas que não conseguem lidar com a raiva têm 65% mais chance de ter problemas cardíacos”, afirma Ana Maria Rossi.

O que fazer? Primeiro, utilize a sinceridade, quando ficar com raiva diga que está com raiva e explique os seus motivos. Tente expor suas razões e escute a opinião do outro. É uma forma de aliviar e refletir sobre os verdadeiros motivos, além de o outro saber quais são os seus limites. Sim, pois haverá motivos de raiva incuráveis e as pessoas a sua volta precisam saber que exatamente sobre aquele ponto a sua tolerância é zero. Estabeleça quais são os seus limites.

Outra forma de minimizar uma raiva freqüente é rever os seus conceitos. Por que isto tem de necessariamente fazer tão mal a você? Segundo as especialistas, a raiva pode ser fruto de padrões ou expectativas pouco realistas em relação às outras pessoas e se este for o caso, cabe o exercício da tolerância e da flexibilidade.

Você não faz a mínima idéia se o seu nível de raiva é aceitável ou adequado? Peça feedback, toque no assunto e mencione que você se sente tenso ultimamente, pergunte se o outro não concorda.

E recomendação importante: não cultive a raiva! De acordo com Ana Maria, a raiva é muito comum nos conflitos de trabalho. Raiva do chefe, por exemplo. O subordinado acha que não tem o reconhecimento pelo seu trabalho, que nunca recebe uma palavra positiva. Este quadro é muito perigoso e não pode ser alimentado. “Você pode começar um processo de sabotagem e prejudicar a produção de todos a sua volta, a sua e, em última instância, prejudicar a empresa.” Para controlar a raiva é fundamental expor o que você está sentindo, conversar com o chefe, por exemplo”, diz ela.

Se o seu chefe for intratável ou você simplesmente não o suporta, tente ainda uma solução a curto prazo: a válvula de escape da atividade física intensa. A raiva faz muito mal ao corpo, então, nada melhor do que tratá-lo também. Em médio prazo: procure outro emprego.

MEDO

O que é? Mãos suadas, um pavor que percorre cada centímetro da sua pele, blackout mental. Pode sentir-se medo de qualquer coisa: de inícios, de fins, de locais fechados, de mudança, de falar em público… “O medo é a base dos distúrbios de ansiedade e desencadeia as fobias. 13% da população sofre de fobias. As mais comuns são as fobias de lugares abertos, altura, insetos/animais e lugares fechados”, dia Ana Maria.

Que aparência tem? Taquicardia, boca seca, mãos suadas, pupilas dilatadas. Estas e outras reações metabólicas são desencadeadas, levando à produção de cortisol (hormônio relacionado ao estresse). “A presença do hormônio no organismo pode causar tontura, transpiração excessiva, dificuldade em raciocinar, náuseas, palpitação”, detalha ela.

Importância para a sobrevivência - O medo prende a nossa atenção e ajuda-nos a evitar situações perigosas. “O medo é um mecanismo de defesa ativado em caso de perigo real, que prepara o corpo para enfrentar uma ameaça ou fugir dela. Quando, ao atravessar a rua, você ouve uma buzina, automaticamente seus batimentos cardíacos se alteram e seu corpo se prepara para correr”, explica a psicóloga Inês Cavalieri. Este efeito físico do medo se consiste em um dos seus principais prejuízos quando ele surge em um contexto inadequado. Imagine que você não tem controle sobre o seu medo e está fazendo um teste muito importante para a sua carreira. O quadro é: você não consegue se controlar, está apavorado. O medo, neste momento, já desencadeou o processo que confere mais força e energia para a luta ou a fuga, isto é, boa parte do sangue desviou-se do cérebro para os músculos. Mas no teste você precisa do cérebro 100%. E agora?

Fora de si - O sinal do medo inadequado é traduzido por situações que teoricamente deveriam agradar a você, mas, inexplicavelmente, o apavoram. Por exemplo: viajar, iniciar um novo relacionamento, iniciar um esporte…
Como retomar o controle - E aqui a ironia. Medo todos temos, o que é preciso é a coragem para enfrentar o medo. Sim, pois esta emoção não tem outro jeito. É preciso encará-la mesmo. Exatamente o que você pensou. Tem medo de avião? A cura: andar de avião. Medo de falar em público? A cura: falar em público.

É difícil e envolve uma boa dose de sofrimento, mas é possível. Comece em pequenas doses, pequenos riscos. Outro recurso valioso é fazer uma espécie de lista do que pode ocorrer se a tarefa assustadora resultar em derrota. Quando somos capazes de visualizar saídas é mais fácil dar os primeiros passos.

Todos os tipos de medo têm pouco de racional, por isso, este exercício funciona. Falar em público pode acarretar o que de mal? Você esquecer o discurso? Gaguejar? Isto não constitui um perigo real. “O medo é uma reação aprendida, portanto, para vencê-lo é preciso admiti-lo, compreendê-lo e reavaliá-lo. É preciso avaliar se o medo é proporcional ao risco efetivo. Conhecendo melhor os riscos talvez seja possível redimensionar o medo”, completa Inês Cavalieri. Lembre-se de que tudo que pode acontecer é acontecer o pior, e isto provavelmente já lhe aconteceu.

INVEJA

O que é? Desejo urgente de possuir alguma coisa que pertence a outro. O invejoso, sempre que recebe uma notícia boa, questiona-se por que aquilo não aconteceu com ele. Vê o proprietário de um objeto e pensa: quero um igual… “Percebemos a inveja quando existe um sentimento de incapacidade diante do querer ter algo que pertence ao outro, ou de querer ser algo que o outro é”, afirma Inês Cavalieri.

Que aparência tem? Semblante de desconforto, desolamento, grande ansiedade, sentido de urgência. Em alguns casos: olhos arregalados e fixos (alguns - diz a crença popular - têm o poder de matar plantas).

Importância para a sobrevivência - Faz com que você saiba exatamente aquilo que deseja para você, além de funcionar como um motivador de conquistas.

Fora de si - Manifesta-se, principalmente (se não for patológica,) quando você está em baixa. É muito difícil não invejar os bens alheios quando se está sem dinheiro para o básico, por exemplo. Justificativas à parte em nome da tal da inofensiva inveja saudável, os efeitos colaterais são terríveis para o invejoso que passou da medida. Estes vivem insatisfeitos, pois estão sempre desejando e valorizando o que é dos outros, nunca o que é seu. Também não lhe sobra tempo para cuidar de sua própria vida, pois está sempre cobiçando o carro novo do primo, a grama verde do vizinho, a excelente forma da amiga, o prato pedido na mesa ao lado etc. Mas o sinal mais grave de que a inveja está caminhando para a patologia é quando o invejoso passa a ter raiva do invejado. “A inveja foge do controle quando gera raiva pelo outro ter ou ser o que se deseja, levando à vontade de tirar, destruir ou estragar o objeto de desejo. É o tal do “se eu não posso ter, então que ninguém tenha”, continua Inês Cavalieri. O mundo do trabalho, então, é um reduto de invejosos. Se o colega ao lado ganha uma promoção, o invejoso passa a produzir uma raiva velada. Como conseqüência, faz pequenas sabotagens para minar o trabalho do outro, erra dados com a intenção de prejudicar.

“A inveja é uma emoção intensa. O invejoso sente como se o mundo estivesse lhe devendo algo e o cobra por não estar no lugar do outro. É como se o mundo conspirasse contra ele”, esclarece Ana Maria Rossi.

Importante: não menospreze a inveja. Ela mata mesmo. O provérbio tem muita sabedoria e há provas. Recorde-se. No Velho Testamento, Caim matou Abel por invejar a sua bondade e a sua ligação sincera com Deus. Na tragédia shakespeariana Otelo, o Mouro de Veneza, Iago, invejoso da vida de Otelo (alta patente no Exército e uma esposa linda), elabora uma intriga perfeita que faz com que Otelo desconfie e mate a sua amada Desdêmona.

Como retomar o controle - Reverta o jogo. Faça a inveja trabalhar a seu favor. Transforme a chama da inveja em munição para lutar pelo que você quer. Quer um carro novo, economize. Quer um corpinho de sílfide? Músculos? Submeta-se a uma dieta. Passe à ação. Se quer um carro novo ou uma silhueta de esportista, vá à luta. Mas, sobretudo, valorize suas conquistas, fale delas para as pessoas, fale do desafio que foi vencê-las, qual foi o seu ponto zero.

Muito bem. O problema é que mesmo de coisas que você sabe que no fundo não quer, mesmo assim, você tem inveja. Ana Maria afirma que racionalizar a situação e desviar o seu foco para o que lhe pertence são maneiras de sair deste ciclo de sentimentos negativos. Como fazer isso? “Tente separar a realidade da fantasia dos fatos, neutralizar as emoções, conversar sobre a questão com um amigo”, complementa ela.

INSEGURANÇA

O que é? Não ter certeza sobre qual é a melhor opção. Sofre de uma total incapacidade para tomar decisões. O inseguro está sempre a se perguntar se este é realmente o trabalho melhor, se o parceiro é suficientemente bom e adequado, se vai dar certo, se deve ir pela esquerda ou pela direito, se pinta de verde ou de amarelo…

Que aparência tem? Semblante atormentado, ar perdido, lábios cerrados.

Importância para a sobrevivência - A insegurança é fundamental para tomarmos decisões corretas e seguras, pois nos obriga a pensar nos prós, contras e conseqüências das escolhas que fazem parte da vida, estão presentes no dia-a-dia da vida humana desde que você nasce até a sua morte. E olhe a importância: somos fruto das nossas escolhas. Logo, o nosso sucesso e o nosso fracasso estão intimamente ligados a nossa capacidade de decidir.

Fora de si - Grandes decisões são inerentes à vida e é normal você passar uma noite em claro diante de uma grande e importante decisão. O indício de que a insegurança está fora de controle, caminhando para a patologia, é quando você se torna incapaz de decidir sobre opções simples do dia-a-dia. Vou almoçar em que restaurante hoje? Qual dos livros eu compro? E mais: uma simples escolha é vivenciada com muito sofrimento.

O que está por trás desse comportamento é: você é incapaz de decidir o que é melhor para você, para a sua vida. No trabalho, então, a insegurança é um desastre! O efeito colateral chega na auto-estima. O inseguro sente-se a pior das criaturas, passa a se esconder, como se alguém fosse descobrir que ele é um embuste. E não tarda a mania de perseguição: “Será que foi comigo? Tenho certeza que vão me culpar”.

“Os inseguros temem afirmar sua individualidade, fazem questão de não serem notados, agem conforme a maioria, cuidam sempre para não chamar a atenção e se possível passam despercebidos”, completa a psicóloga Inês Cavalieri. De acordo com ela, a insegurança é a falta de confiança nos próprios recursos para satisfazer necessidades e desejos. Como aquela pessoa que sempre se sente incapaz de conquistar a pessoa amada, ou aquela que treme só de pensar na possibilidade de o chefe pedir alguma coisa. “A insegurança gera ansiedade. E, em excesso, pode levar à neurose de ansiedade, caracterizada por insegurança e ansiedade constantes (mesmo sem causa específica), deixando a pessoa permanentemente irrequieta. Neste ponto, é necessário buscar uma ajuda terapêutica para conseguir encontrar o equilíbrio.”

Ana Maria lembra que a insegurança está ligada ao medo. A auto-estima deficiente impede que você tenha a coragem necessária para enfrentar as conseqüências das suas escolhas.

Como retomar o controle - A tarefa de eliminar a insegurança passa pelo fortalecimento da sua auto-estima, da sua personalidade (Leia VENCER! número 29, Saiba tudo o que a auto-estima pode fazer por você). É um processo longo que envolve muito trabalho de desenvolvimento pessoal e é preciso buscar os recursos. Muitos optam por uma ajuda profissional, como um terapeuta, para conduzir este processo. Você pode iniciar pelo autoconhecimento. Conhecer suas fraquezas e as suas forças é um ponto importante. Para conquistar isto, a literatura clássica pode ser uma excelente fonte. Autores como Tolstoi e Dostoievski (só para ficar nos exemplos russos) sabem traçar com maestria a alma humana e provavelmente tudo o que você sente estará minuciosamente descrito em seus personagens. Outro recurso que funciona bem é estudar, procure cursos, seminários e workshops de desenvolvimento humano, como inteligência emocional, assertividade, razão e emoção etc. Se você for do tipo empenhado pode até tentar um curso em alguma universidade aberta. Não há nada mais revigorante para a auto-estima do que voltar a estudar. Mais uma? Esteja atento e aberto para aprender coisas novas.

A sensação de fraude? Relaxe. É normal em todos os seres humanos. Aceite-a e procure viver bem com ela.

CULPA

O que é? Você teve a feliz idéia de externar o seu ponto de vista, porém, o seu interlocutor ficou magoadíssimo. Você pensou bem e viu que ele tinha razão? Após a sensata constatação, você sentiu um grande mal- estar? Eis a culpa. “O sentimento de culpa é caracterizado pelo estado de abatimento gerado pela consciência de haver violado algum princípio ou faltado com uma obrigação, de ter feito algo que considera repreensível. “Eu fiz uma coisa que sei que não deveria ter feito”", exemplifica Inês Cavalieri.

Que aparência tem? Semblante angustiado, apreensivo, cabeça baixa, abatimento…

Importância para a sobrevivência - A culpa ajuda a preservar os nossos padrões e funciona como uma espécie de regulador das relações, na medida em que fortalece a crença de que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. “Ela é essencial para se viver em sociedade desde que impeça a execução de um ato”, completa Inês Cavalieri.

Fora de si - “A culpa pode ter conseqüências desastrosas. Quem sente culpa não vive o momento presente. E como a culpa está relacionada a algo do passado - sem condições de mudar a situação e incapaz de aprender com isso - , ela deixa o culpado em uma posição vulnerável. Quem tem culpa, tem dificuldade de sentir prazer. E isso se reflete nos relacionamentos. A pessoa fica mais introspectiva, triste. É um componente importante da depressão”, detalha Ana Maria Rossi. De acordo com ela, na vida profissional, por exemplo, o sentimento de culpa causa isolamento, afetando a qualidade e a produtividade. ” Quem não consegue se desvencilhar deste sentimento e quando isso prejudica o dia-a-dia, se torna disfuncional, é recomendável a ajuda de um profissional capacitado, como um psicólogo (essa situação vale para todos os sentimentos)”, diz ela.

Como retomar o controle - Ok. Um pouco de culpa é até saudável e contribui para o exercício da generosidade, porém, fique atento ao principal sintoma do caminho da patologia: habito diário de reprimir a si próprio. De acordo com a psicóloga Inês Cavalieri, se você se recrimina por quase todos os seus atos, está sempre se culpando, mesmo que a culpa não seja de fato sua, ou quando você atribui uma culpa muito maior do que a falta cometida, o primeiro passo a ser dado é a revisão dos seus conceitos e valores. Avalie a atitude que gerou a culpa. Você agiu de acordo com os seus princípios? Agiu com honestidade?
Se positivo, você não tem do que se culpar.

Muito bem, mas o problema é que não se trata de atitude, você sente culpa em relação a praticamente tudo. Vive uma angústia terrível por não ter mais sucesso, mais dinheiro, ser mais magro, mas enérgico, mais feliz…

Aqui entramos em outro terreno: a origem da culpa. Quem pensou em Adão e Eva pode estar perto da resposta (e aqui unicamente porque a culpa é inerente à condição humana), mas especialistas afirmam que a mídia pode ser um elemento cultivador de culpas. Todos os dias somos “agredidos” pela visão ideal da perfeição. Jornais, revistas, televisão, propagandas em outdoor mostram que é preciso ter o corpo perfeito, comer coisas saudáveis; apontam só pessoas bem-sucedidas, inteligentes, felizes. E mais: ameaçam quem pretende fugir das regras. Morte precoce para os fumantes, feiúra e solidão para quem tem celulite, doenças diversas para quem tem excesso de peso, e assim por diante. Saída possível? Leia, informe-se e adquira uma visão crítica sobre as informações veiculadas e, se possível, exponha-se menos ao bombardeamento da mídia.

O invejoso sente como se o mundo estivesse lhe devendo algo e o cobra por não estar no lugar do outro. É como se o mundo conspirasse contra ele”, diz Ana Maria Rossi.

“O sentimento de culpa é caracterizado pelo estado de abatimento gerado pela consciência de haver violado algum princípio ou faltado com uma obrigação, de ter feito algo que considera repreensível. Eu fiz uma coisa que sei que não deveria ter feito”, completa Inês Cavalieri.

O SEU DIFERENCIAL
Posted on junho 12th, 2008 at 12:47 pm por izabella and

A emoção como diferencial

A importância das pessoas saberem lidar com suas emoções em situações de tensão da vida moderna tem levado o debate sobre inteligência emocional para dentro das organizações

Aceitos ou não, os conceitos sobre o controle e aproveitamento produtivo das emoções humanas causam polêmica e geram mudanças no modo de se enxergar as relações das pessoas no trabalho e com suas próprias vidas. O norte-americano Daniel Goleman, jornalista e psicólogo, PhD pela Universidade de Harvard, conseguiu acender ainda mais a polêmica com seu livro “Inteligência Emocional - A Teoria Revolucionária que Redefine o que é Ser Inteligente”, Editora Objetiva, questionando o velho mito de que devemos sobrepor a razão à emoção. Ele sugere a busca de um equilíbrio entre ambas e, mais ainda, que é possível usar inteligentemente a emoção.

Goleman propõe em seu livro (que está na lista dos mais vendidos em diversos países, inclusive no Brasil) que podemos lidar com as emoções, assim como lidamos com a matemática e a física, tendo maior ou menor talento segundo nosso grau de Q.E. (quociente emocional). Para ele, o conhecido Q.I. (quociente de inteligência) é insuficiente para determinar se alguém poderá ter sucesso ou não na vida, pois mede apenas algumas das funções cerebrais, especialmente a capacidade de fazer conexões lógicas e racionais. O psicólogo diz ainda que é preciso aprender a controlar e dominar pelo menos parcialmente os impulsos negativos, como ansiedade, melancolia, ira ou os ímpetos repressores, e que as “pessoas precisam perceber emocionalmente a si mesmos e aos outros”.

Dessa forma, as tensões da vida moderna - como risco de demissão, estresse, mercado competitivo e falta de tempo para o lazer - são situações que tendem a alterar o estado emocional de grande parte das pessoas, levando-as à beira do seu próprio limite físico e psíquico. O resultado é o desequilíbrio emocional. Percebendo o tamanho desse problema, as empresas passaram a incorporar o autoconhecimento, autoconsciência, empatia, auto-aceitação e intuição em palavras de ordem, transformando os funcionários em foco das atenções.

“Quem transmite entusiasmo e tem paixão pelo que faz encontra mil e uma soluções para os problemas. É possível vencer medos e bloqueios com autoconfiança, auto-estima e autoconhecimento”, ressalta Luiz Machado, doutor em letras, coordenador do Programa Especial de Desenvolvimento da Inteligência e da Criatividade da UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro e autor do livro “O Cérebro do Cérebro”, Qualitymark Editora. “A inteligência emocional não é o equilíbrio emocional, pois podemos ter diferentes reações para um mesmo fato, conforme o momento. Inteligência emocional é a busca constante do ser humano em adaptar-se ao meio”, diz Machado.

Em seu livro, o autor defende que a base da inteligência emocional se encontra no sistema límbico, no cérebro - um centro para onde convergem informações do meio externo e interno e que regula as emoções. Segundo Machado, inteligência emocional é a forma como a energia da emoção é colocada para fora e as pessoas podem abrir o canal dessa energia com auto-estima, autoconfiança, autoconhecimento, e paralisação das atividades de raciocínio através do relaxamento.

Com o objetivo de conhecer como os funcionários lidam com suas emoções, e sabendo que muito do sucesso empresarial está ligado a esse fator, algumas organizações vêm implementando ações para o desenvolvimento do controle emocional das pessoas. Na Avon, multinacional de cosméticos, uma análise de perfil pessoal busca, entre diversas metas, o autoconhecimento e o autodesenvolvimento dos colaboradores. “Atualmente a inteligência emocional está inserida em nossas ações de ajudar os funcionários a lidarem com as emoções para o melhor resultado da organização. E uma maneira de desenvolver a inteligência emocional é o reconhecimento. É preciso harmonizar as emoções com todos”, diz Eduardo Ribeiro, diretor de RH da Avon.

Na opinião de Sandra Regina Gouveia Moreira, gerente da divisão de recrutamento e seleção da Manager, o que o conceito de inteligência emocional traz de mais positivo é a humanização dos processos necessários para melhorar os resultados da empresa. “As organizações deveriam, com esse conceito, visualizar o ser humano como um ser integral. Para isso, há cursos comportamentais, formas de integração de equipe e transparência na comunicação empresa-funcionário”, analisa Sandra. Segundo ela, a partir do autoconhecimento, controle e conhecimento de suas emoções, conscientização dos seus atos na liderança de uma equipe e negociação, o ser humano desenvolve sua inteligência emocional.

Para algumas pessoas, o termo inteligência emocional não seria o mais apropriado para essa discussão. Segundo Elizabeth Silveira Vecchio, doutora em psicologia e diretora da Magnus Consultoria a Serviço da Qualidade, há seis tipos de inteligências: linguística; lógico-matemática; musical; espacial e corporal-cinestésico. A sexta é a mecânica, integração da espacial com a cinestésica, reconhecida pela psicologia. “Já a inteligência emocional, não considero como tal, mas o termo ideal seria habilidade ou capacidade emocional. Isto significa percepção intrapessoal, que é a capacidade de entrar em contato com o seu mundo interno, e percepção interpessoal, que é usar a capacidade intrapessoal para entrar em contato com os outros”, analisa.

Quando se discute a predominância da razão ou emoção, é enfatizada a importância do equilíbrio. “As duas se complementam, pois a técnica, experiência, capacidade de enxergar além é fundamental, mas tudo isso se torna poderoso quando aliado à inteligência emocional. Caso contrário a pessoa será solitária”, explica Carlos Alberto Diz, vice-presidente da Spencer Stuart, consultoria de recrutamento e seleção de executivos.

De acordo com Fela Moscovici, psicóloga e consultora de empresas, é importante buscar o equilíbrio entre razão e emoção. “Algumas profissões privilegiam os aspectos racionais, mas se as emoções não tiverem bem resolvidas, haverá dificuldade na resolução dos problemas. Assim, quando a empresa faz uma reorganização ou mudança, estas terão sucesso quando também for planejado o envolvimento dos aspectos emocionais”, ressalta Fela.

Práticas da inteligência emocional

Na Avon, a análise de perfil permite saber como os colaboradores lidam com suas emoções, além de mostrar o nível da satisfação nas atividades exercidas na empresa, segundo Eduardo Ribeiro, diretor de RH. A avaliação foi desenvolvida pela Thomas International. Aguinaldo Silva, presidente da empresa para América Latina, explica que são 24 linhas e que em cada uma há quatro adjetivos. O analisado escolhe o que mais se assemelha a ele e o que menos tem a ver com ele. Como exemplo, há em uma linha palavras como destemido, influente, submisso e tímido.

Do resultado da combinação das palavras são gerados três gráficos que mostram como é a pessoa por natureza, como age sob pressão e como é sua atuação profissional. De acordo com Ribeiro, a pessoa, ao receber o resultado, tem o acompanhamento de alguém responsável pela avaliação. A ferramenta, ressalta ele, permite que se conheça cada funcionário, para assim saber como motivá-lo. “Não se pretende mostrar se tal pessoa serve ou não para exercer a função, mas como melhorar sua atuação no trabalho”, afirma.

A capacidade de ter um bom relacionamento com os outros é um fator essencial para o exercício de determinados cargos que exigem liderança. “É importante perceber na pessoa entrevistada a habilidade de trabalhar em equipe e sua contribuição para o desenvolvimento de uma equipe requer inteligência emocional. Também é essencial notar como ela controla suas emoções e sabe lidar com as emoções dos outros, pois o trabalho em equipe passa por momentos de pressão”, analisa Carlos Alberto Diz, da consultoria Spencer Stuart. Para ele, dois elementos, a persistência e determinação, demonstram inteligência emocional. “Procuramos no passado ocasiões difíceis que a pessoa vivenciou e de que forma superou. É importante a vontade de ela tem em alcançar seus objetivos”, explica.

Até na Internet o tema inteligência emocional conquista espaço. Em janeiro deste ano, a ADP, em parceria com a T’AI Consultoria em Talentos Humanos, colocou na rede mundial exercícios de inteligência emocional. Segundo Luzia Garcia, gerente de produtos da ADP, o teste foi baseado no livro de Goleman e tem dez questões com quatro alternativas cada. Após respondê-las, o usuário da Internet tem uma síntese de qual alternativa demonstra maior inteligência emocional. Como exemplo, o avaliado é um suposto estudante universitário que tirou nota baixa em uma matéria, e a pergunta é: qual seria sua reação?.

Há quatro alternativas: a) traçar um plano específico para melhorar a nota e seguir esse plano; b) resolver fazer melhor no futuro; c) diz a você mesmo que, na realidade, não importa a nota que você tira nessa matéria, e em vez disso, se concentra em outras onde você tira notas mais altas; d) fala com a professora e argumenta com ela para mudar sua nota. Nessa questão, segundo o teste da ADP, a resposta ideal é a letra A, pois reflete automotivação, isto é, a capacidade de formular um plano para superar obstáculos e seguí-lo.

No que se refere aos testes que medem a inteligência emocional, a consultora Fela Moscovici não acredita que isto possa ser possível mensurar. “A avaliação deveria ser feita ao longo do tempo baseada no desempenho, nas atitudes e postura do avaliado. Mas não um julgamento sobre o certo e o errado. Deve haver um diálogo entre o analisador e o analisado com uma comunicação franca e uma observação continuada. Se uma entrevista de seleção for bem feita é possível descobrir qual a postura do entrevistado perante a vida e seu relacionamento com os outros”, explica a consultora.

Dentro desse contexto, Elizabeth Silveira Vecchio, da Magnus Consultoria, diz que deve haver bom senso sobre a questão. “Quando avalio um candidato que para a vaga conta mais sua qualidade técnica, por exemplo, dou ênfase à capacidade lógica e técnica, mas é claro que o lado emocional é importante. Seria melhor ainda se a pessoa tivesse uma excelente qualidade técnica e uma vida pessoal resolvida. Porém, o essencial é ter o profissional certo no lugar certo. É toda uma gama de complexidade, pois depende da situação. Mas o que não deve haver é radicalismo”, analisa Elizabeth. Polêmico ou não, o debate sobre inteligência emocional tem mostrado que o ser humano é o verdadeiro diferencial nas empresas. E para ele poder utilizar todo seu talento, as emoções precisam ter um espaço garantido.

Serviço: ADP (011) 225-4311/ Internet: www.adp.com.br; Avon (011) 546-7122; Editora Objetiva - 0800-224466; Fela Moscovici (021) 275-3669; Luiz Machado (021) 571-7098; Magnus Consultoria (051) 331-9269; Manager (011) 873-1311; Qualitymark Editora (021) 567-3311; Spencer Stuart (011) 284-0349; Thomas International (011) 981-8264.

Dicas de Goleman
Algumas dicas de Daniel Goleman para quem quer desenvolver sua inteligência emocional:

  • Conhecer sua próprias aptidões - autoconhecimento
  • Controle dos seus próprios sentimentos/emoções, sabendo lidar com situações como ansiedade, tristeza e irritabilidade - autoconsciência
  • Lidar com sentimentos/emoções dos outros. É a arte de relacionar-se - empatia
  • Saber motivar-se - auto-aceitação
  • Conseguir colocar as emoções a serviço de uma meta - intuição

RH EM SÍNTESE 15 - MARÇO/ABRIL 1997 - PÁGINAS 14 A 16

LIDERANÇA
Posted on junho 12th, 2008 at 12:39 pm por izabella and tagged

Qual o tipo da sua inteligência?
Posted on junho 12th, 2008 at 12:35 pm por izabella and tagged

Os diversos tipos de inteligência

Pesquisadores contestam o teste do QI (quociente de inteligência), que mede apenas a lógica.

Que forma de inteligência você tem?

Os pesquisadores atuais, como o antropólogo Stephen Jay Gould, autor de A má medida do homem, e Howard Gardner, professor na Universidade de Harvard e autor do livro Formas de inteligência, afirmam que o teste de QI mede apenas um tipo, a inteligência lógica. Segundo eles, existiriam várias outras formas de inteligência, como a musical, a literária, a espacial e a do corpo, que não são medidas pelo teste do QI. Isso explicaria por que pessoas com baixos resultados no QI são, no entanto, extremamente bem-sucedidas.

Gardner vai mais longe: cada um de nós possui, em grau maior ou menor, vários tipos de inteligência. Há, segundo ele, em primeiro lugar, por ser mais conhecida, a inteligência lógica ou matemática, da qual Einstein é um belo exemplo. Mas há também a inteligência espacial, de Picasso, dos arquitetos, dos pintores, de todos que sabem manejar as formas.

A inteligência lingüística seria exemplificada pelo poeta anglo-americano T. S. Eliot, enquanto a inteligência musical seria, por exemplo, a do compositor Mozart. A inteligência do corpo é revelada pelos grandes esportistas e por atores mímicos, como Marcel Marceau. Existe ainda a inteligência segundo a qual uma pessoa é capaz de compreender outras pessoas, como a de Freud, o fundador da psicanálise, e a de Gandhi, o líder da não-violência que conseguiu a independência da Índia. E ainda há a inteligência de uma pessoa compreender profundamente a si mesma, como as inteligências dos escritores Joyce, irlandês, e Proust, francês.

Ainda segundo Gardner, nenhuma pessoa usa só um tipo de inteligência. Um músico, além das aptidões musicais, mobiliza também a lógica e o senso do movimento. Um cientista não tem apenas a racionalidade, mas também a capacidade de compreender a natureza e, mesmo, de compreender outras pessoas. Mas nenhuma pessoa tem todos os tipos de inteligência. Assim, mesmo uma pessoa excepcional como Leonardo da Vinci, que se distinguiu na pintura, na ciência da anatomia, pelas invenções que exigiam capacidades lógicas, espaciais e de observação da natureza, não tinha inteligência musical e talvez fosse incapaz de compreender-se a si próprio e de compreender aos outros.

Gardner chama ainda a atenção para o fato de que a inteligência não se confunde com o senso moral. Se tanto o poeta Goethe como o ministro da Propaganda nazista Goebbels tinham um domínio completo sobre a língua alemã, o primeiro escreveu poemas maravilhosos, enquanto o segundo apenas cultivou o ódio entre os seres humanos.

Os testes de QI e outros testes semelhantes mediriam apenas as capacidades lógicas e lingüísticas e negligenciariam todas as outras aptidões humanas, diz Gardner. Para ele, há inteligências inatas, geneticamente adquiridas, mas que dependem da experiência de vida para se desenvolver. Se Mozart tinha uma aptidão inata para a música, o fato é que ele também tinha um pai músico e uma mãe música. Afirma Gardner:

“- Digamos que cada um de nós possui ao nascer formas promissoras de inteligência - se lhes dermos um empurrãozinho, nós as faremos progredir rapidamente - mas também outras formas mais trabalhosas: é preciso muito mais trabalho para desenvolvê-las. Cada uma dessas aptidões tem uma morfologia particular. Nossa lógica se desenvolve mais facilmente quando somos jovens. Em compensação, a percepção de si e dos outros se enriquece progressivamente ao longo da vida. Eis por que é absurdo buscar uma inteligência medida por um QI.”

Para Gardner não é possível substituir a medida do QI, que considera inteiramente ultrapassada e inadequada, por outro tipo de medida de inteligência, pois esta é variável ao longo da vida. Cada um, segundo ele, pode melhorar sua inteligência, com a condição de trabalhar bastante. As inteligências “não estão fixadas numa pedra”. Ele acrescenta:

“- Se você quer avaliar as disposições de uma criança, leve-a a um lugar rico de estímulos, como o Exploratório de São Francisco, nos Estados Unidos, ou a Cidade das Ciências de La Villette, em Paris. Para testar suas capacidades espaciais, deixe a criança achar seu caminho em Boston ou Paris. Eis aí métodos muito mais autênticos do que os testes.”

Artigo originalmente publicado no
L’ Express e extraído pelos professores
César, Sezar e Bedaque
do Jornal da Tarde, de 26/07/1997

http://www.editorasaraiva.com.br/EDDID/CIENCIAS/biblioteca/artigos/QI.html

MOTIVAÇÃO
Posted on junho 12th, 2008 at 12:29 pm por izabella and tagged

CORAÇÕES E FITAS
Posted on junho 12th, 2008 at 12:20 pm por izabella and

SHAPINHOS!!! LINDOS!!
Posted on junho 12th, 2008 at 12:17 pm por izabella and

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